Certa
manhã, ao chegar no estacionamento para apanhá-lo, o pregador deparou com um
rapazinho mal vestido, com o rosto encostado em uma das janelas do
"carrão". Tendo-o cumprimentado, ouviu do rapazola a pergunta:
"É seu, patrão".
Diante da resposta afirmativa, o pregador ouviu nova pergunta:
"Quanto custou?"
"Não sei. Meu irmão me deu de
presente".
Ao ouvir isso, os olhos do menino se arregalaram surpresos.
Ele pensou um pouco, e disse depois com um ar de anseio sincero: "Eu queria.., eu queria..."
Mas, em vez disso, ficou pasmo quando o menino
olhou para ele e disse: "Eu queria SER um irmão assim..."
Isso moveu o coração do pregador a ponto de convidar o rapaz para dar uma volta no carro.
Diante disso, ele pediu para dirigirem-se à rua onde morava.
Novamente, ele pensou que poderia acertar qual o desejo do rapazola - mostrar aos meninos da vizinhança a sua "conquista".
Novamente enganou-se.
Desceu, prometendo voltar num instante.
Depois de uns dez minutos, ele viu alguém descendo vagarosamente a escadaria sem iluminação.
À sombra, desciam duas perninhas finas e tortas. Logo compreendeu que era o menino, carregando outra criança menor.
Com certeza, seu irmão.
Chegando
à calçada, colocou-o gentilmente no chão, e disse todo empolgado: "É como
eu lhe disse. É um carro novinho em folha. O irmão deu para ele. Algum dia, eu
vou comprar um carro assim para você!".