Essa estreiteza intelectual abre espaço para a fé.
O autor da carta aos Hebreus sabia dessas limitações da mente humana:
“Pela fé entendemos...” (Hb 11.3).
adicionou um instrumento de maior alcance e exclusivo da ciência mais elevada e transcendente, que é a Teologia.
O
objetivo grego para racional corresponde a lógico em nossa língua, e se traduz
também por
espiritual, mas a espiritualidade como puro misticismo não consta na pregação
do homem Tarso, nem estaria ele submetendo o cristianismo ao esquema frio do
raciocínio humano sem aquece-lo
com a fé como dom divino, que não exclui a racionalidade.
Ambos
foram confrontados por Paulo, portador das duas culturas. Enfrentou a critica e
proclamou o Cristo crucificado como “poder de Deus, e sabedoria de
Deus” (I Cor 1.21-25).
Conversando
com um conceituado medico, estranhei sua interpretação do nascimento de Jesus.
Em nome da ciência, admitiu o processo biológico natural, omitindo o
sobrenatural. Sendo assim, para aquele medico, Jose foi o pai legitimo do
Messias. Absurdo da descrença! Um senhor, egresso do meio evangélico, passou a
pregar sua confiança restrita ao Novo testamento, alegando que o Velho
Testamento não é cientifico. Tive oportunidade de lhe dizer que a encarnação
do verbo e os demais milagres narrados no Novo testamento ultrapassaram as
fronteiras da ciência. É preciso exercer fé para aceita-los.
Imagine-se um atleta
comparecendo as Olimpíadas somente pela fé, sonhando com medalha, sem os
preparativos adequados. Um simples pontapé na bola envolve fé e razão. Um
passe inteligente inclui o pe e a cabeça. Assim as mãos do vôlei, etc.
A
pregação do evangelho não e diferente. O pregador não tem direito de subir
ao púlpito apenas pela fé, negligenciando o preparo do sermão. A bíblia é
mais do que um manual místico. Sua exposição une a fé correta ao raciocino
disciplinado. O culto solicitado por Cristo dever ser “em espírito e em
verdade” (Jô 4.24). atente-se para o equilíbrio de Paulo no exercício
da oração e do cântico: “Orarei com o espírito, mas também orarei
com o entendimento; cantarei com o espírito, mas também cantarei com o
entendimento” ( I
Co 14.15)
Companheiras inseparáveis, desde que uma e outra sejam fieis!